O Facebook marketing está apenas começando

A mais recente pesquisa da ComScore revelou que a quantidade de usuários do Facebook no Brasil chegou a 19 milhões de pessoas em março, número três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Se continuar nesse ritmo, o “Face” (como gostam de chamar os mais íntimos) tomará o lugar do Orkut como rede social mais usada pelos brasileiros.

Fenômeno semelhante ocorre em outros países, como os EUA. Lá, nem mesmo a News Corp., uma das maiores empresas de mídia do mundo e dona do MySpace, conseguiu segurar a ascensão do Facebook, que já reina absoluta. Pesquisa da empresa Edison Research, 51% dos cidadãos americanos com mais de 12 anos tem perfis no Facebook.

Para os negócios, esta tendência significa um impacto semelhante ao provocado pelo Google pouco mais de uma década atrás. Ou seja, a criação de um revolucionário modelo de publicidade online que trará oportunidades para empresas dos mais diversos portes e segmentos.

Tanto que na terra de Barack Obama já existem companhias que estão abandonando seus sites institucionais para se concentrar em fan pages, exemplo já seguido pelos mais ousados no Brasil, caso da agência de publicidade África.

Há três boas razões para acreditar que o Facebook tem condições de se tornar uma nova plataforma de negócios na internet, rivalizando com o Google.

Primeiro pela grande escala mundial de usuários, que cresce a um ritmo acelerado. Segundo porque vem se mostrando bastante lucrativo e, portanto, sustentável (o site levantou US$ 1,9 bilhão em 2010, enquanto o faturamento do badalado Twitter não passou de US$ 45 milhões).

Terceiro, e o mais importante para as empresas, é que a cada dia a rede de Mark Zuckerberg vem se aprimorando como plataforma de mídia, marketing e negócios.

Ao contrário de outras redes como o Orkut, desde o início a proposta do Facebook foi mais “amigável”, para que as empresas se relacionassem com os participantes de forma natural, sem grandes apelações comerciais e de propaganda.

O que a equipe de desenvolvimento do site vem fazendo é aperfeiçoar o acesso e as formas de interação. E, pelo que mostra o crescimento da plataforma no mundo corporativo, marcar presença no Facebook certamente parece ser um bom negócio.


Algumas das vantagens mais evidentes são:

  • Estar presente na rede social que mais cresce no mundo e que conta atualmente com 600 milhões de usuários.
  • Atuar em uma rede social como uma “pessoa jurídica” e não disfarçada de “pessoa física” como em outras redes, conferindo mais naturalidade e transparência ao diálogo.
  • Disponibilizar diversos aplicativos e games, que podem ser incorporados à fan page como forma de interação com os visitantes. Estima-se que hoje nada menos do que 2,5 milhões de desenvolvedores criem aplicativos para a rede.
  • Integrar de forma mais natural, dentro de sua fan page, outras mídias sociais complementares, como o YouTube, Flickr, Twitter e blogs, facilitando o acesso dos “fãs” a estes conteúdos e aumentando a interatividade.
  • Disseminar mensagens virais, por meio dos comentários.

Gostou desse artigo? Clique em Curtir e não só seus fãs no Facebook mas também em outras redes sociais dos quais você participa também ficarão sabendo. Esse recurso, o Facebook Connect, rapidamente copiado por outros grandes sites como o Google e Yahoo!, permite que o conteúdo de qualquer site se torne social.

Então quer dizer que o negócio é aposentar meu site e partir para o Facebook direto? Calma, também não é assim.

O site institucional continua sendo muito importante no Brasil. Embora não tenha a fluidez das redes sociais, continua sendo a principal referência de uma empresa na internet, transmitindo credibilidade justamente por sua “solidez”. Por esse motivo acredito que ainda vá ter vida longa, embora deva sem dúvida passar por uma evolução até ser totalmente incorporado ao ambiente social da web.

Fortalecer a presença no Facebook deve ser encarado como mais um passo da empresa em sua estratégia de marketing digital. Assim como outras ações nas redes sociais, os resultados nesse tipo de empreendimento devem ser pautados pelo conhecimento do público-alvo, definição clara dos objetivos, planejamento, definição de uma estratégia própria e monitoramento dos resultados.

Pelas características da rede, o Facebook é o ambiente perfeito para disseminar rapidamente novidades relacionadas a lançamentos, campanhas de engajamento e para relacionamento direto com o público. Nesse sentido, o site norte-americano Mashable publicou um artigo esclarecedor mostrando as estratégias diferenciadas e bem-sucedidas de cinco grandes marcas (Cola-Cola, Pringle’s, Adidas, Starbucks e Red Bull) para conquistar o público das redes sociais.

O Facebook Marketing está apenas em seu princípio e, longe de esgotar o assunto, este artigo tem por objetivo ser um ponto de partida, contribuindo para que os empresários e profissionais de marketing comecem a planejar como inserir suas empresas de vez nas redes sociais.

[Via Webinsider]

O Facebook deve abrir seu capital no início do próximo ano

Os negócios do Facebook estão crescendo mais rápido do que o estimado há vários meses e a companhia deve atingir uma geração de caixa acima de US$ 2 bilhões em 2011, segundo informação publicada no domingo pelo Wall Street Journal.

O crescimento do Facebook está acima das expectativas que circularam quando o Goldman Sachs e a Digital Sky Technologies investiram na companhia, publicou o jornal, sem informar o quanto a rede social superou as estimativas. O investimento do Goldman Sachs e da Digital Sky Technologies ocorreu a um preço por ação que implicou num valor para o site de US$ 50 bilhões.


O Wall Street Journal afirma que o lucro do Facebook está crescendo a uma taxa rápida o suficiente para justificar um valor para a empresa como um todo de US$ 100 bilhões ou mais quando abrir seu capital. O Facebook deve abrir seu capital no início do próximo ano. Representantes da companhia não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

Computação em nuvem deve aumentar 60% no País, diz IDC

“A computação em nuvem veio para ficar.” Pelo menos é assim que pensam 98% das companhias ouvidas pelo IDC, consultoria especializada que afirma ainda que o mercado brasileiro de Cloud Pública poderá crescer até 7 vezes aaté 2014, segundo estimativas de Mauro Peres, gerente da empresa.

“Cloud não é mais um hype de mercado”, afirma o consultor, embora afirme que muitas das companhias nacionais “apontem receios, como segurança e precificação”. “A primeira razão pela qual as empresas buscam computação em nuvem no país é a redução de custos”, afirma Célia Sarauza, gerente de pesquisas da IDC Brasil. “Com este recurso, elas podem deixar de ter ativos e pagar apenas pelo serviço e consumo de aplicações.”

A profissional de pesquisas salienta que “o ambiente de cloud no Brasil é muito utilizado para necessidades que não envolvem missão crítica, como Back-Office, por exemplo. Apenas as empresas mais ousadas ou que já conhecem e acreditam nas qualidades da Cloud Computing têm utilizado o serviço para o Core Business”, diz.
Apesar de haver um verdadeiro “apagão de mão de obra” no mercado de TI, as pesquisas revelam que a a área tende a crescer. “Atualmente, 18% das médias e grandes empresas brasileiras já utilizam alguma aplicação de computação em nuvem. Até 2013, esta fatia deve saltar para 30% a 35%, número que é aproximadamente 60% maior do que a base atual”, afirma o IDC.

“Temos realmente um apagão de mão de obra qualificada para a área e o Brasil está aquém das demandas em relação à Europa e outros países”, afirma Célia. Segundo a pesquisadora, serão necessários aproximadamente três anos para preparar profissionais para o trabalho com a computação em nuvem no país.

“Embora o custo para ter um profissional altamente qualificado seja um problema atual para as empresas, existe uma certa segurança em saber que, com a Cloud Computing você tem alguém qualificado e disponível do lado de lá”, diz a gerente de Pesquisas do IDC.

Nova versão beta do Chrome suporta comandos de voz

A Google lançou na quarta (23) a versão de testes – beta – do Chrome 11. A principal novidade é o suporte a interação de voz via HTML5 – ou seja, o navegador é capaz de transcrever o que usuário falar ao microfone.

A ferramenta, porém, só funciona nos portais ou aplicativos que a suportarem – a ideia é que os desenvolvedores comecem a aproveitá-la ao atualizarem seus programas. Por ser inédita, não há nenhuma página onde possa ser testada, a não ser uma que a própria Google criou, para que os usuários possam experimentar o recurso – para acessá-la,clique aqui.

O navegador também passa a suportar códigos 3D construídos em CSS. O blog do Chrome, nocomunicado em que apresenta a versão, recomenda esta página para que os internautas vejam o que a novidade poderá lhes proporcionar.

Por último, o novo ícone do browser faz a sua estreia no beta 11. A Google deixou de lado o desenho com profundidade – uma esfera de três cores – e trocou-o por uma figura chapada, que, embora muito diferente da anterior, mantém a mesma identidade.

Atualmente, o Internet Explorer, da Microsoft, domina 56,7% do mercado de navegadores – somadas todas as suas versões – e é líder do setor, apesar das sucessivas quedas. Em segundo está o Firefox, com 21,7%, seguido pelo Chrome (10,9%), Safari (6,3%) e Opera (2,15%).

Publicidade na web deve crescer 25% este ano, diz IAB

Para o principal órgão do setor de mídia online no país, o valor total em anúncios deve chegar a R$ 1,55 bilhão.

O investimento em publicidade online na internet brasileira deve crescer 25%, chegando R$ 1,55 bilhão, segundo estimativas do Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil), principal órgão do setor.

A entidade também apresentou dados do Ibope/Nielsen sobre o crescimento do acesso à internet no país. Baseando-se no histórico dos anos anteriores, o instituto mostrou uma projeção que prevê aumento de 10%, chegando a 81.070 milhões internautas até dezembro. “O IAB Brasil está otimista de que 2011 será um ano de forte crescimento assim como foi 2010, superando mais de 80 milhões de usuários de internet no país. Isso se deve ao crescimento do poder econômico da classe C, a utilização de aparelhos celulares mais sofisticados e a contínua migração da mídia offline para o online”, diz Fábio Coelho, presidente do IAB Brasil.

Em relação ao mercado mobile, a associação divulgou que atualmente o Brasil possui 14,6 milhões de celulares 3G e, ao final de 2011, a previsão aponta para 35 milhões de aparelhos dessa categoria.

Publicidade internet

[Via idgnow.uol.com.br]

Cabral diz que quer banda larga em todo RJ até 2014

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse nesta terça-feira que “a falta de democracia anda de mãos dadas com a falta de acesso à tecnologia”, durante a inauguração do Fórum de Líderes do Setor Público da América Latina e Caribe. O governador fluminense afirmou que pretende implantar acesso a internet banda larga em todo o Estado até 2014.

“Esse é o nosso desafio. Já está em estudo uma parceira público-privada que permita que o Rio de Janeiro se torne o primeiro estado digital do Brasil. Esse tema é fundamental porque tem a ver com democracia, informação e formação para os nossos jovens”, disse o governador.

“Estamos vendo como regimes políticos no Oriente Médio utilizam a possibilidade da tecnologia para o controle dos cidadãos”, explicou Cabral, durante o primeiro dia do ciclo de conversas, realizado em Washington. “Deveria ser justamente o contrário, as novas tecnologias de informação são parte do processo do avanço democrático”, sustentou.

Entre os participantes do fórum, organizado pela Microsoft, estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a presidente de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar; o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, e vários ministros latino-americanos.

Cabral, jornalista de formação, destacou a importância das redes sociais no aprofundamento e consolidação das democracias, e deu o Brasil como exemplo. “Tanto o presidente Lula como a nova presidente Dilma Rousseff apostaram na modernização do Brasil através das novas tecnologias”, acrescentou.

Posteriormente, o ministro de Tecnologia da Colômbia, Diego Molano, indicou que o grande desafio das novas tecnologias aplicadas à política é a “participação dos cidadãos”. “São os cidadãos que se incorporam à política, não só participando, mas promovendo decisões políticas”, assinalou, “e as novas tecnologias permitem canalizar esta inter-relação”.

Molano citou uma proposta do governo do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, um programa televisivo semanal no qual são respondidas e comentadas questões de atualidade enviadas pelos internautas colombianos. Além disso, incentivou as grandes companhias informáticas a desenvolverem “aplicações pensadas especificamente para a América Latina”, já que é uma região em desenvolvimento, e deixar de pensar somente nos “usuários de maior poder aquisitivo”.

Por último, Molano ressaltou como um dos principais aspectos positivos da tecnologia da informação é a “expansão da transparência nas contas públicas”.

O presidente da Microsoft América Latina, Hernán Rincón, anfitrião do evento, assinalou por sua parte que o objetivo do encontro é inspirar as futuras gerações de líderes latino-americanos. “A tecnologia demonstrou ser impulsora do desenvolvimento social. Para que a América Latina alcance suas metas de crescimento devemos nos apoiar nas ferramentas que a era digital nos oferece para gerar maiores oportunidades para os cidadãos da região”, afirmou.

[via Terra]

Brasil é vice em ranking de inclusão digital entre os países do Bric

Índice criado por empresa de análise de risco usa dez métricas para calcular nível de inclusão; no grupo, Índia teve o pior desempenho.

O Brasil está em segundo lugar entre os países do chamado Bric em inclusão digital, segundo relatório produzido por uma empresa de análise de risco do Reino Unido.

Lançado pela Maplecroft, o Digital Inclusion Index, ou Índice de Inclusão Digital, usa dez métricas para calcular o nível de inclusão digital em 186 países. Entre esses indicadores estão assinaturas de banda larga, uso de dados em celulares, linhas de telefone fixo, lares com PC e TV, usuários de Internet, matrículas no Ensino Médio e taxa de analfabetismo.

No ranking, o Brasil recebeu 110 pontos, atrás da Rússia, com 134, mas à frente de China (103) e Índia (39). Dos quatro países, a Índia foi o único classificado como “risco extremo”; os outros três receberam a classificação “risco médio”.
Inclusão digital

Os países com melhores níveis de inclusão digital, segundo o relatório, são Holanda (186), Dinamarca (185), Luxemburgo (184), Suécia (183) e Reino Unido (182).

O índice da Maplecroft faz referência ao risco desses países de falhar na melhora do nível de inclusão digital de suas populações, explicou por e-mail Chris Laws, analista da Maplecroft. O acesso a tecnologias de informática e comunicações (TIC) é considerado uma questão importante para o desenvolvimento e, por isso, tem-se tornado um fator de risco político, econômico e social, acrescentou.

Para os negócios, a ausência de inclusão digital ameaça o crescimento econômico e o desenvolvimento social ao limitar o tamanho do mercado e reduzir o potencial para comércio, disse Laws. Ela também inibe o acesso individual e empresarial a recursos educacionais e de tomada de decisão, e compromete a formação de talentos necessário para empregabilidade, completou.

[Via idgnow.uol.com.br]

Web semântica é o futuro das buscas na internet

Anunciada há anos como a evolução natural da web 2.0, tecnologia começa ganhar mercado por meio do modelo SaaS.

O sócio da empresa norte-americana de investimentos Alpha Equity Management, Vince Fioramonti, teve uma visão em 2001: ele percebeu que a web já ficara rica em informações sobre investimentos e que havia um crescente número de fornecedores oferecendo software para capturar e interpretar informações baseadas em importância e relevância.

Segundo Fioramonti, a companhia já tinha um time de analistas lendo e tentando resumir informações financeiras sobre companhias. Mas o processo era muito lento e tinha a tendência de ser subjetivo e inconsistente.

No ano seguinte, a empresa resolveu iniciar um trabalho mais qualificado com uma plataforma semântica para processar várias formas de informação digital de maneira automática, mas a primeira ferramenta utilizada proporcionava somente algoritmos gerais. A Alpha teria de investir em um time de programadores e analistas financeiros para desenvolver algoritmos específicos. Com um alto custo, o board acabou derrubando o projeto.

web semântica

Segundo Fioramonti, restou à empresa recorrer a um provedor de serviços externo para tentar resolver os problemas. Mas somente em 2008 a empresa começou a ver resultados, depois assinou uma ferramenta que coleta e analisa informações de diversas fontes noticiosas, incluindo a Reuters, veículos online, jornais e blogs. Após a análise, a ferramenta pontua o sentimento do público em relação à companhia ou produto, além da sua relevância e grau de inovação. O nome do provedor de serviços é Thomson Reuters.

Os resultados são divulgados para clientes, incluindo relações públicas, profissionais de marketing, negociadores de ações e gerentes de portfólio de ações que agregam essas informações em decisões de longo prazo no tocante a investimentos.

A ferramenta não é exatamente barata. A Thomson Reuters não divulga valores, mas estimativas indicam que a assinatura mensal, que inclui atualização em tempo real das consultas, gira entre 15 mil e 50 mil dólares por mês. Mas, para uma empresa como a Alpha, o valor gerado justifica o preço. “As informações ajudaram a alavancar o desempenho do portfólio da companhia e permitiu à Alpha Equity obter diferenciais frente aos concorrentes.”

Independentemente da forma escolhida, o preço por contar com uma tecnologia de web semântica é alto. Maior ainda se a informação procurada incluir jargões, conceitos e acrônimos que forem específicos de um negócio em particular. Mas o mercado hoje já está bem mais avançado que há dez anos e oferece opções para quem se interessa por uma solução do gênero.

Entre os grandes fornecedores, Oracle, SAS e IBM possuem ofertas no contexto de suas soluções analíticas e preditivas. Mas uma série de fornecedores de menor porte, principalmente startups norte-americanas, tem algum destaque no mercado. Entre elas estão Cambridge Semantics, Expert System, Revelytix, Endeca, Lexalytics, Autonomy e Topquadrant.

Padrões da web semântica

Pensando no futuro da web semântica, o World Wide Web Consortium (W3C) determinou padrões de linguagens que devem ser seguidos na construção das páginas, como RDF, RDFS e OWL. Estes são de grande valia para as empresas de software, pois, com eles, é possível desenvolver uma série de técnicas para analisar e descrever o significado de objetos de dados e seus relacionamentos. Isso inclui um dicionário de termos genéricos e específicos da indústria, assim como análise de gramática e contexto para resolver ambiguidades idiomáticas, como palavras com múltiplos sentidos.

Para ilustrar a vantagem dos padrões, o CEO da Revelytix, Michael Lang, descreve que se todos os vendedores de produtos eletrônicos online usarem os padrões em seus catálogos, os consumidores poderão, por meio de um browser em conformidade com as regras da W3C, obter bons resultados com consultas complexas como “mostrar todas as TVs de tela plana entre 42 e 52 polegadas, organizadas por preço”.

Já existe no mercado sites que fazem esse tipo de comparação, mas não raro as informações estão desatualizadas, imprecisas ou incorretas. Ela não consegue, por exemplo, filtrar disponibilidade de tamanho ou cor, por exemplo. E a web semântica traria uma nova dinâmica nessa questão.

Para as empresas, a dinâmica é parecida. Encontrar informações qualificadas assemelha-se à essa experiência do consumidor, questão que os principais fornecedores estão buscando resolver.

Opções

Para as grandes empresas, iniciar um projeto de web semântica de imediato não é tão difícil se houver dinheiro para investir. As menores, no entanto, podem seguir a Alpha Equity e buscar um fornecedor externo que ofereça serviços semânticos.

Além da Thomson Reuters, o mercado norte-americano possui o serviço OpenCalais, também baseado em busca de agregadores de notícias, blogs, catálogos e outras aplicações.

Outros serviços vêm de empresas como DNA13, Lithium Technologies e Cymfony, todas com a mesma tendência de coletar informações na web por meio de consultas específicas e analisar notícias e a mídia social, mas com um olhar específico sobre reputação e gerenciamento de marca, gestão de relacionamento com consumidor e marketing.

(Elisabeth Horwitt)

[Via idgnow.uol.com.br]

Internet Explorer 9 é lançado oficialmente

A Microsoft lançou oficialmente ontem (14/03) o navegador Internet Explorer 9, onde em uma fase de testes obteve 40 milhões de downloads. Segundo a Microsoft, 2% dos usuários de Windows já usam alguma versão do novo navegador. “Possuímos cerca de 1 bilhão de usuários de Windows em todo o mundo”, diz Oswaldo Barbosa de Oliveira. Estudos da Microsoft indicam que 57% do tempo dos usuários de Windows é com navegação na internet.

“Nada mais relevante em desenvolver algo que proporcione melhor experiência da web para eles”, afirmou Oliveira. “O browser, porém, não pode aparecer muito. Ele é o teatro que possibilita à peça acontecer”, explicou, citando as mudanças na interface do navegador para deixar a página no centro da experiência do usuário.
A Microsoft também bate forte na tecla de que o IE9 é o navegador mais rápido do mercado, usando testes padrão de mercado propostos pelo W3C (World Wide Web Consortium). A companhia admite que existem disparidades em resultados em testes independentes, considerados pela companhia como “testes de comunidades”. “Temos que seguir à risca o que o W3C indica”, explicou Galileu Vieira, gerente de novas tecnologias da Microsoft Brasil. “E os testes padrão são para garantir que o mesmo código rode em todos os browsers”, disse.
Sobre os novos recursos, a Microsoft divulgou alguns dados de uso de sites que já adotaram itens como as “jump lists”, atalhos que podem ser colocados na barra de ferramentas do Windows 7 e trazem funcionalidades das páginas. Mais de mil sites em todo o mundo, incluindo Facebook e Twitter, contam com recursos de integração ao IE9. No Brasil, o navegador estreia com parcerias com Buscapé, Gizmodo e Imperdível, entre outros.
Oliveira disse que 87% dos usuários usam a barra de tarefas para abrir sites/aplicativos online, 33% fixaram sites nessa área e apenas 9% navegam na web com mais de oito abas abertas ao mesmo tempo. Sites como o The Huffington Post informaram ter aumento de 11% em páginas vistas e aumento de visita ao site em 49%, segundo a Microsoft.

O Internet Explorer 9 estará disponível para donwload no endereço www.internetexplorer9.com.br ainda hoje e, nas próximas semanas, aparece como opção para atualização no Windows Update. O navegador só funciona nos sistemas operacionais Windows 7 e Windows Vista.
Quem ainda usa o Windows XP precisa utilizar a versão anterior, o Internet Explorer 8. “Percebemos que a migração para Windows 7 será maior, já que o usuário quer novas experiências na web”, conclui o diretor da Microsoft.

Via Terra

A internet já está na TV do brasileiro

Normalmente, quando este assunto entra em cena, a discussão sobre a Internet invadindo a TV sempre acaba caindo em Google TV, Apple TV, Widgets embarcados nos aparelhos e outras novidades maravilhosas.

E quando isso acontece, é muito difícil convencer as pessoas que isso irá ocorrer em grande escala no Brasil ou que terá algum impacto nos próximos anos.

No meu ponto de vista, a internet já invadiu a TV no Brasil.

Vamos ao que já sabemos:

1. Sabemos que a audiência do aparelho de TV sendo usado para videogames, DVDs e outros aparelhos já é gigante. Maior que a audiência da maioria dos canais abertos ou fechados do Brasil.

Segundo o Ibope, em 2010, outros aparelhos ligados a TV chegaram a 3,2 pontos de audiência média. O dobro de 5 anos atrás. Para ter uma ideia do impacto, esta audiência é maior que a da Band (2.5) e menor apenas que a das três maiores emissoras (Globo, Record e SBT).

2. Sabemos que a maioria dos jogos e DVDs consumidos são piratas.

Acho que não seria necessário pesquisa para dizer isso, mas é importante ter os números. Segundo pesquisa feita pela F/Nazca e realizada pelo Datafolha, 81% das pessoas que consomem games não pagam pelos jogos.

3. Sabemos que uma parte considerável dessa pirataria já vem diretamente da internet e não de bancas ou camelôs.

A mesma pesquisa mostra que o número de pessoas que baixa jogos na internet é 3 vezes maior que o número de pessoas que compra em camelôs.

Meu ponto é simples, a internet já está na TV do brasileiro e isso já altera o cenário de consumo de mídia e comportamento.

O que acontece hoje é que isso é feito de forma indireta. Pessoas baixando vídeos e jogos piratas, queimando DVDs e trocando com amigos.

O próximo passo será fazer a ligação direta. Com mais computadores e mais acesso à internet, programas gratuitos de media center como o Plex, Boxee, XBMC vão invadir a TV.

A venda de computadores já ultrapassou a de televisores e está indo para as residências da classe C.

Segundo pesquisa da IT Data, a classe C foi a maior responsável pelo consumo de PCs no ano passado.

Tudo isso sem contar que na Santa Ifigênia já é possível comprar media centers por menos de R$ 250 e, obviamente, o preço vai cair muito nos próximos anos.

Enfim, é difícil acreditar que teremos dezenas de milhões de Apple TVs usando cartão de crédito para comprar filmes em inglês e sem legenda, mas se aceitarmos que o comportamento e o hábito do consumidor já mudou, entender que ele vai usar a tecnologia apenas para facilitar o que já faz hoje é bem fácil de acreditar.

A consequência é aumentar os efeitos do que já estamos vendo: fragmentação, internet crescendo como forma mais importante de entretenimento e informação e — o mais importante efeito de todos — aumento do poder do consumidor.

Via Webinsider